Sentada sob um muro de memórias,
catando palavras soltas,
inspirando inspiração.
Doces equívocos desequilibram e pertubam a paz:
escancaram a realidade nas entrelinhas.
Desritmando ao som da música entorpecente,
desritmando diante de princípios.
Desimportando.
O tempo passando e levando o medo.
Lavando o corpo, a alma
e mais.
Trazendo alguns amigos na bagagem,
algumas histórias na bagagem
e o ser.
O prazer de ser quem se é.
Sentindo na boca o gosto da existência.
Desviando problemas impostos, adquiridos,
acumulados.
Sem reclamar.
A opinião vinda de fora ecoa um som silencioso
no infinito.
Sentada sob um muro de memórias,
desenrolando os nós,
desmembrando pensamentos.
A alma nua,
balbuciando emoções desconhecidas
num baú de memórias.
A roda gira
enquanto eu sou...
A roda girando,
girando
e eu sendo...

Gostei bastante, Fernanda. Admiro muito quem escreve poemas, eu não sou boa com isso rs
ResponderExcluirPoxa, falar sobre a passagem do tempo e a nossa existência muitas vezes é triste, mas não senti isso no teu, senti um clima de continuidade =)
Beijos, moça!
Adorei Nanda, muito bom!/Ana
ResponderExcluirTô com a Alexandra aí Nandinha... falar das memórias e do presente é nostalgico.. muito bom.
ResponderExcluirVocê escreve incrivelmente bem...
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