Parem, parem de me ligar! Eu escuto as mesmas vozes em sotaques carregados de São Paulo e Rio de Janeiro every fuc**** day! Sério, posso fazer uma lista de nomes dessas pessoas chatas e inconvenientes que insistem em ligar pra cá 345 vezes ao dia, e o pior é que ninguém da minha casa é CAPAZ de mover a mão pra atender o raio do telefone, mesmo que ele esteja à dez centímetros de distância. Sobra pra mim: após o quinto 'trrrrrrin' sem tréguas, sou vencida pelo cansaço e obrigada a atender. Quando atendo e ouço aquela vozinha enjoada, me vem um arrepio da cabeça ao dedo do pé. Será que não percebem que minha mãe não quer assinar a porcaria do jornal, mesmo que venha com 15% de desconto e 3 DVD's do Padre Marcelo Rossi? Não repararam que minha irmã nunca está em casa (mesmo estando) e eu mando ligarem mais tarde na esperança de não ligarem nunca mais? E tem mais: meu irmão e meu pai não moram mais aqui, porque insistem na tese de que por coincidência eles estarão ao lado do telefone daqui de casa exatamente quando vocês ligarem? Mesmo se isso acontecer, vocês acham mesmo que eles iriam se interessar pelos seus extraordinários planos Oi Conta Total ou cartões Visa e Mastercard? Como se não bastasse, vocês ainda são capazes de errar os nomes, chamando Amanda Rocha de Amanda Roxa (é, a cor) e Alberto Menezes de Alberto Mendes...Eu tento não perder a paciência com vocês, mas tá ficando cada vez mais difícil! Da próxima vez vou dizer algo do tipo: "Eu não comentei com vocês? Minha irmã/pai/mãe/irmão resolveu escalar o Monte Everest e só volta daqui a dois anos!"
Assistentes de Telemarketing, funcionários da Oi, voluntários da Fundação Apae, vendedores de jornal, eu sei que vocês gostam muito de ouvir minha voz, mas por favor, parem de me ligar!
É tudo muito revoltante e acredito que os...droga. O telefone tá tocando.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Por Educação
Por ela ser educada, o trataria muito bem sempre que o visse. Mostraria-lhe um sorriso e falaria algumas besteiras sobre o tempo. Talvez até o convidasse para entrar, mesmo sabendo que ele recusaria. Quando percebesse que o assunto ia-se embora, perguntaria sobre a família ou contaria um caso cotidiano, sem maldades. Maldosa estaria a mente dele, que, desde o primeiro momento, pensaria: 'ela ainda sofre por mim'. Então ele retribuiria toda a gentileza dela com uma pose convencida e um sorriso de quem conta vantagem. É claro que ela saberia que seria mal interpretada, mas não ligaria: o que ele pensa seria só o que ele pensa, e mais nada. Por educação, ela levaria a conversa até o momento em que ele olhasse no relógio e dissesse que havia um compromisso importantíssimo e que precisaria ir embora. Naquele momento ela olharia em direção aos olhos dele e pensaria sobre o quanto uma pessoa pode mudar a ponto de esquecer-se de quem é. Ele adivinharia os pensamentos dela e vagamente observaria a calçada, sem dizer nada. Depois de se despedirem, ela diria para que ele não sumisse, não porque gostaria que ele reaparecesse do nada em sua vida, ou porque gostasse dele, ou porque o quisesse. Não. Ela falaria por educação. Então ela voltaria pra casa sem observá-lo dobrar a esquina e subiria as escadas em passos firmes. Deitaria no sofá e pegaria um livro qualquer para ler, sem dramas. Ficaria ali, entre uma página e outra, correndo os olhos sobre as letras sem prestar atenção nelas, desejando secretamente nunca mais ter que encontrá-lo.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Em Linhas Tortas
Coleciono o que é errado descartável esquisito mas ninguém sabe meu errado é o certo meio torto meio acertado pego minha bolsa dinheiro e sapato jogo tudo pro alto que é pra não ter como voltar e esquecer o que é lembrar de ir devagar menina devagar vai com calma acelerada e me procure quando pisar os pés no chão com o coração apertado e cansado de tanto dar voltas no mesmo círculo preciso sair porque não me satisfaço com trocado tudo trocado o mundo faz mais sentido de cabeça pra baixo eu não quero ninguém pra me impedir de estar onde eu quero ser dona dos meus impulsos amiga dos atos impensados e me deixa viver me deixa que não quero o mesmo que você quero a vida despida despejando o que quiser em mim o tempo que for o tempo necessário pra voar o necessário e só parar quando tiver que parar para com isso vem cá deixa de bobagem que a bobagem aqui é o que você vive e não o que você é de verdade que eu estou presa infelizmente não amo com o coração amo com a mente não mente pra mim me diz a verdade todo mundo é de todo mundo deixa de crueldade você é o nada que não me resta e meu castelo de gelo só tem espaço pra mim até que me provem o contrário.
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