Me deixa em paz eu não quero olhar na sua cara com todo o meu ressentimento arrependimento de toda a minha mesquinharia antipatia e cara fechada que você insiste em dizer que tenho pressa pra viver eu posso esperar espera que o meu momento chega eu não sou quem você pensa por que não pensa direito e vê o quanto eu me esforço pra que tudo esteja bem o bastante para não se intrometerem em minha vida vai que não preciso dar explicações a ninguém olhe para mim uma última vez eu estou aqui sentada cansada reprimida por um mundo repirimido a minha dor que corta como faca e estaciona na ferida mais profunda da minha vida ninguém poderia entender muito menos você vai porque não quero que veja minhas lágrimas de crocodilo que você tanto odeia vai porque eu sou egoísta demais e nada me satisfaz nisso você tem razão a insatisfação vem de dentro do meu corpo é fúria enclausurada numa prisão de aparências deixa que eu ouço a minha música gosto das coisas que você não gosta reclamo do preconceito admiro o mal-feito o imperfeito me deixa sem jeito e me pede desculpas que tenho a razão mais louca e verdadeira mas você não entende ou entenda a única coisa que me traz alívio e me despecamina é escrever sem sentido enquanto você assiste tv e procura novas teorias pra me rotular como um caso perdido.

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