sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Poesia

Maria mora no mar.
Moça mulher,
misto de monstro com mel.
Mergulha no mundo, malina.
Maria tem modos de menina.

Medrosa, Maria mente:
muda o mundo à sua maneira,
misteriosamente.

Madrugada e ela é má,
manhã mansa e é menina.
Maria a muitos machuca
(no meu mundo ela é morfina).

Moça de Marte,
mimada Maria,
metade mulher,
metade menina.

Maria:
movida à momentos e
metas com melodia.
Modos e
medos
mudos em monotonia.

Malícias,
meiguices,
metáforas e
maestria.

Maria, sua maluca,
metamorfose em melhoria:
Tu me tens nas mãos.
(Sou eu nas mãos de Maria...)



 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rejeitada

Quando provarem teus lábios gastos
e sentirem gosto de veneno,
beijarão a aversão que tenho
quando escuto qualquer palavra
que venha de ti.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Aérea

Voe em minhas asas,
se perca nas curvas
da minha estrada.
Delire pela pele,
arrepie os pelos
e estremeça.
Respire apressado e sem pressa,
não deixe que o fogo adormeça.
Pés debruçados na janela,
mentes desmembradas em torpor.
A noite tem gosto de juventude,
a vida tem cheiro e sabor.
Sinta o momento leve
e as mãos desnorteadas
em seus cabelos.
Despidos de nome e inteligência,
somos alma e redenção,
a intensidade em vida,
carros na contra mão.
Meus tribais são o caminho
e a órbita do seu mistério,
mergulhe em meu destino,
permita-se sair do sério
e viaje no exagero
do extremo
destes versos.