sábado, 11 de dezembro de 2010

Tradução

Sentada sob um muro de memórias,
catando palavras soltas,
inspirando inspiração.
Doces equívocos desequilibram e pertubam a paz:
escancaram a realidade nas entrelinhas.
Desritmando ao som da música entorpecente,
desritmando diante de princípios.
Desimportando.
O tempo passando e levando o medo.
Lavando o corpo, a alma
e mais.
Trazendo alguns amigos na bagagem,
algumas histórias na bagagem
e o ser.
O prazer de ser quem se é.
Sentindo na boca o gosto da existência.
Desviando problemas impostos, adquiridos,
acumulados.
Sem reclamar.
A opinião vinda de fora ecoa um som silencioso
no infinito.
Sentada sob um muro de memórias,
desenrolando os nós,
desmembrando pensamentos.
A alma nua,
balbuciando emoções desconhecidas
num baú de memórias.
A roda gira
enquanto eu sou...

A roda girando,
girando
e eu sendo...

4 comentários:

  1. Gostei bastante, Fernanda. Admiro muito quem escreve poemas, eu não sou boa com isso rs

    Poxa, falar sobre a passagem do tempo e a nossa existência muitas vezes é triste, mas não senti isso no teu, senti um clima de continuidade =)

    Beijos, moça!

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  2. Adorei Nanda, muito bom!/Ana

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  3. Tô com a Alexandra aí Nandinha... falar das memórias e do presente é nostalgico.. muito bom.

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  4. Você escreve incrivelmente bem...

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