segunda-feira, 11 de outubro de 2010

.

Finais sempre me interessaram.
Gosto de sua natureza incerta.
A quebra de expectativas,
o resumo,
a parte da história que muda todo o resto.
Finais nunca são totalmente óbvios.
Pagamos pra ver.
O final de um bom texto é sempre melhor que a introdução.
O final de um relacionamento encerra ciclos
da mesma forma que abre portas para novos começos.
Um final pode ser o divisor de águas entre aquilo que você era
e aquilo que passará a ser.
A linha tênue entre o passado e o futuro.
Finais são decisivos.
Dão encanto ao truque do mágico.
É a quebra de expectativas.
A carta na manga.
O pedaço mais gostoso que sempre fica pro final.
Felizes ou trágicos:
nos ensinam.
Talvez seja isso
o que mais me fascina nos finais.
Eles sempre ensinam.
De alguma forma.
Você nunca passa por eles
sem ganhar de presente uma conclusão.
O fim de um jogo,
finais de livros.
O fim da vida.
De nada adianta assistir à um espetáculo
e não ver o final:
é esperando por ele que alguns ainda vivem.
O final põe fim à eternidade.
É imposto e não opcional.
Atrasados ou adiantados.
Tortos,
infelizes
ou inesperados:
os finais estão aí.
E eles sempre vêm.







Um comentário:

  1. Discordo!

    Há ocasiões, inúmeras, em que o processo é muito mais satisfatório ou emocionante. E tem a possibilidade de um aprendizado contínuo, lições que se somam, não uma conclusão puntual. O saboroso é o processo e não o final. Mas gostei muito do texto.
    Bjo Maria!

    ResponderExcluir