E, assim, do nada,
o semblante torna-se triste,
o traço enrigece,
gasta-se o gosto.
Em meio ao espetáculo, cala-se o músico.
A música,
a fala,
a foto
e o resto.
O rosto estampado em todas as paredes,
parado,
distante,
exposto.
Espinhos espalhados castigam o corpo.
Caminhos alternativos surgem e se chocam em contra-mão.
Mãos sujas,
culpadas,
trêmulas.
Tramas sem direção divagam a procura de respostas.
Respingos se espalham e atingem o espelho.
Exibe-se o reflexo pálido,
cansado,
mudo.
Mudam-se as vítimas:
o assassino é o mesmo.
Meses passam em piloto automático.
Automóveis correm em direção contrária.
O errado torna-se vício.
O crime, sobrevivência.
Erram-se os dias,
somem as chances.
Faltam as palavras.
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