É um vazio o que eu sinto. Já tentei cobri-lo com bolo de chocolate, músicas estilo boate, açúcar com abacate. Já tentei sair pra me divertir, ouvir o sem graça e rolar de rir, ficar acordada e esquecer de dormir. Não sai. Com o vazio, minha respiração vem descompassada e sinto lágrimas quentes brotarem da minha alma, lágrimas que, de tão sem jeito, não sabem nem como correr e contornar meu rosto, morrem mudas morando em olhos marejados. Esse vazio que me deixa um pouco oca, um pouco frágil, esse vazio que me consome enquanto não passa. Ou ele acha que sou forte o bastante para aguentar ou inconsequente o suficiente pra merecer. Não seriam os dois? Posso tentar preenchê-lo com um pouco de vida, posso fazê-lo diminuir com o tic-tac do relógio, o vaivém dos dias, os corre-corres da rotina.... mas sempre sobrará um pedacinho de vazio. E é esse pedacinho que hoje me deixa um tanto vulnerável e sem lugar, esse resto de vazio que nunca vai embora, é ele que me faz querer ser um alguém melhor amanhã. E que os erros se percam em meio à acertos, e que o pecado seja perdoado e transforme-se em paz. O meu vazio será carregado em doloroso prazer e risadas intercaladas com lágrimas de emoção, porque esse espaço em branco que levo hoje é prova da falta que sinto e da saudade que bate antes mesmo da distância. É um vazio o que eu sinto. E ninguém poderia carregá-lo melhor que eu...
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