Ando curiosa pra saber como será o ano que vem. Talvez pelo fato de eu ter pouquíssimas certezas (e não me venha com essa de que o futuro é incerto). O futuro pode até não ser certo, mas é deduzível. E por mais que tente, não consigo pensar em nenhuma dedução para o ano que vem. De certa forma, o fato de não saber o que está por vir me entusiasma. Mas, por outro lado, vejo que as oportunidades (ou pessoas) para me desligar do que acontece ao meu redor diminuíram e terei que me distanciar das pessoas nas quais encontrava sustentação. Desesperador, porém interessante (interessante nem sempre é algo bom). Talvez seja melhor para que eu aprenda a me virar sozinha algumas vezes, e, acredite: já obtive algum progresso nisso antes mesmo do ano novo. Houve um tempo em que acreditei que a distância levava ao desapego, e até escrevi algo sobre isso:
'A distância é irônica. Primeiro, ela se faz amiga, trazendo a saudade e a vontade de estar perto, até pensarmos que a distância mais nos aproxima que nos separa. Depois, ela mostra suas várias faces, nos apresentando a angústia, solidão, e por fim, a indiferença. Com o passar do tempo, nem lembraríamos mais se algum dia aquela pessoa significou ou foi especial. A distância destrói promessas de amor eterno, acaba com amizades que antes pareciam indestrutíveis e nos obriga a seguir em frente. Ouso afirmar que a distância é um ciclo vicioso, em que sempre que perdemos alguém, tendemos a procurar outras pessoas, que vamos nos afastar depois. Contudo, o afastamento também nos traz reflexões, nos faz questionar se aquele alguém foi realmente importante, se precisamos tanto dele quanto julgávamos antes. E com a distância, surge o mais ríspido e solitário dos sentimentos: o desapego.'
Hoje percebi que não é bem assim. Pelo menos não com quem a gente ama de verdade. De qualquer forma, a única coisa que espero é estar preparada para saber distinguir as pessoas especiais (mesmo com a distância) das que realmente merecem o meu desapego.
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